A Vida Consagrada
A Vida Consagrada é uma riqueza no seio da Igreja. São Paulo nos diz que “a uns ele constituiu apóstolos, a outros, profetas; a outros evangelistas, pastores e doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo...” (Ef 4,11-12).
Todo aquele que busca viver uma vida consagrada com o estilo de vida de é peculiar em cada congregação, quer em primeiro lugar levar a plenitude o Batismo recebido no sentido de ser “sal da terra” e “luz do mundo”.
No Evangelho de Mateus, Jesus responde ao jovem rico que queria possuir a vida eterna: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” (Mt 19,21) Foi ouvindo estas palavras numa celebração que Santo Antão (Séc. III) resolveu seguir Jesus mais de perto, numa resposta imediata a vós do Senhor que o chamava, distribuiu os seus bens entre os pobres, confiou a sua irmã aos cuidados de umas virgens consagradas, e então partiu em direção do deserto, para ai viver como eremita, na presença do Senhor.
Seguindo o seu exemplo tantos outros buscavam a solidão como forma de encontrar-se consigo mesmo e com Deus. Àqueles que não conseguiam viver sozinho procuravam aproximação os chamados padres do deserto. São Pacômio (Séc. III) foi um dos primeiros a estabelecer regras para aqueles que procuravam viver uma vida em comunidade. Depois deles vieram tantos outros como Santo Agostinho, São Jerônimo, São Basílio, São Bento, etc.. que enriqueceram a igreja como seu carisma e estilo de vida próprio buscando viver os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.
Hoje em dia existem diversos tipos de comunidades, porém, todo aquele que opta pelo estilo de vida consagrada deve estar atento quanto à observância destes conselhos evangélicos: viver a castidade como aquele que busca ter um coração indiviso, totalmente entregue ao Senhor; viver a pobreza, tendo a consciência de que “o próprio Jesus sendo rico, se fez pobre” e que só Deus basta; e por fim, viver a obediência buscando seguir o exemplo de Jesus, “que se fez obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,8).
O consagrado é aquele que busca viver a profundidade da sua vocação como resposta ao imenso amor de Deus. O mundo, ainda hoje, continua achando estranho esta opção de vida, porque caminha em direção contraria a todos os padrões e modelos de vida por ele oferecidos, mas, este tipo de vida é uma dádiva muito grande que continua a florescer na Igreja com vocações tão especiais de pessoas que encerram sua vida nos mosteiros, para continuar a oferecer através da oração, da penitência e do sacrifício como grandes intercessores, pela própria Igreja e pelo mundo.
Ir. Davi da Esperança, SE
