| Apresentação e objetivo geral |
| Objetivo geral da Igreja no Brasil |
| Organização da pastoral Diocesana |
| Setores pastorais da Diocese |
| Linha 1 |
| Dimensão comunitária e participativa |
| Linha 2 |
| Dimensão missionária |
| Linha 3 |
| Dimensão bíblico-catequética |
| Linha 4 |
| Dimensão litúrgica |
| Linha 5 |
| Dimensão ecumênica e diálogo inter – religioso |
| Linha 6 |
| Dimensão sócio-transformadora |
“Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do Povo
de Deus” (AG. 1).
“A Igreja é por sua natureza missionária, porque o mandato de Cristo não é algo de contingente e exterior, mas atinge o próprio coração da Igreja” (Rm 62).
“No anúncio do Evangelho (...) os cristãos realizam sua vocação missionária e encontram o caminho para a missão “ad gentes”, além fronteiras”. (DGAE nº 94 – CNBB 2003-2006).
2.1. COMIDI (Conselho Missionário Diocesano)
Objetivo Geral:
“Chegou, finalmente, a hora de a América Latina (...) se lançar em missão para além de suas fronteiras ad gentes. É verdade que nós próprios temos ainda necessidade de missionários, mas devemos dar da nossa pobreza” (Puebla 368).
Portanto, “...nossas comunidades eclesiais, apesar de sobrecarregadas de tarefas e muitas vezes contanto com escassos recursos, devem “dar de sua pobreza” também para a evangelização ad gentes ou para as missões em outras regiões e além fronteiras. Uma Igreja local não pode esperar atingir a plena maturidade eclesial e, só então, começar a preocupar-se com a Missão para além de seu território. A maturidade eclesial é conseqüência e não apenas condição de abertura missionária.” (DGAE nº 138 - CNBB 2003-2006).
Objetivos Específicos:
- Enviar missionários/as em regiões missionárias “ad intra” (igrejas-irmãs- Dourados-MS) e até além das nossas fronteiras, “ad extra” e “ad gentes”.
- Fomentar o “ardor missionário” em todas as paróquias, seminários, pastorais e movimentos, despertando a consciência dos sacerdotes, religiosos/as e leigos e o seu compromisso como batizados.
- Nas nossas paróquias promover ações concretas de missão que nos façam ir ao encontro dos “afastados”.
Linhas de Ação:
- Fazer curso de formação e animação missionária.
- Divulgar mensagem e testemunhos missionários através de todos os meios de comunicação da Diocese.
- Criar uma organização setorial.
- A partir do curso de animação missionária, criar grupos missionários nas Paróquias (COMIPAS - Conselho Missionário Paroquial).
- Participar das atividades da dimensão missionária no sub-regional, no regional (COMIRE - Conselho missionário regional) e na CNBB.
Estratégias:
- Despertando nos setores, através dos cursos de formação missionária, pessoas para o trabalho de organização do COMIPA nas Paróquias.
- Preparando e celebrando a Campanha Missionária do mês de outubro, através da formação de agentes e distribuição dos materiais das POM (Pontifícias Obras Missionárias).
- Continuar o trabalho das Santas Missões populares e intercâmbio missionário ente as paróquias.
- Apoio e incentivar a Infância missionária nas paróquias.
- Realizar celebrações de envio missionário.
Organização:
- Recursos Humanos: Institutos Missionários Religiosos presentes na diocese, missionários brasileiros de volta das missões além fronteiras para testemunhar suas experiências, leigos/as que se formarem nos cursos que serão realizados.
- Recursos materiais: subsídios elaborados pelo COMIDI, revistas missionárias vídeos, livros, folhetos, artigos missionários no jornal da diocese.
- Equipamento: projetores, retro-projetores, videocassete, telões, estúdio de tv e rádio, serviço de diagramação, internet e xerox da Cúria.
- Recursos financeiros: subsídios dos próprios missionários e promoções com fins específicos.
- Local: Auditório da Cúria e nas paróquias.
Organização:
- Equipe Diocesana
2.2. INFÂNCIA MISSIONÁRIA
Atendendo aos apelos do Papa João Paulo II, através da sua carta Advento do Terceiro Milênio e do Projeto Ser Igreja no Novo Milênio, da CNBB, o COMIDI (Conselho Missionário Diocesano), iniciou a partir de 1997 um trabalho específico, chamado Infância Missionária, envolvendo crianças e adolescentes de 7 a 14 anos.
O Trabalho segue as orientações da Pontifícia Obra Infância Missionária, fundada na França, em 1843, por Dom Carlos Forbin Janson. A atividade foi iniciada para atender crianças necessitadas da China, sobretudo doentes, analfabetas e vítimas da mortalidade infantil.
A Infância Missionária está estruturada em grupos de 12 membros, lembrando os 12 apóstolos. Ali eles se reúnem, semanalmente, para integração, estudo e oração. Cada grupo escolhe uma criança coordenadora, a qual prepara e dirige o encontro semanal e outras atividades. A presença e a ação de um assessor (adulto) não podem ser dispensadas. É ele que acompanha e orienta todo o trabalho. A partir desta convivência eles se tornam fermento missionário na família, na comunidade eclesial e no ambiente em que vivem.
Após o 1º Encontro da Infância Missionária, realizado em Abr/97, o COMIDI está estimulando a formação de pequenos grupos nas comunidades e Paróquias. A cada ano é feito um encontro geral para integração e troca de experiências. Mais de 100.000 crianças já participaram dos encontros anuais promovidos pelo COMIDI.
2.3. PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO PERMANENTE
“ Queremos ver Jesus “ é o desejo de gregos, que subiram a Jerusalém para “adorar” , prestando culto a Deus, no Templo. Este desejo foi revelado a Filipe, e este, por sua vez inclui André no enfrentamento da necessidade mais fundamental do coração humano: ver Jesus. Os dois vão falar de Jesus, sublinhando a tarefa – missão de todo discipulado autêntico que facilita aos outros a condição de viver a mesma experiência do encontro pessoal com Cristo.”
Objetivo Geral:
O novo Projeto Nacional de Evangelização quer sublinhar o encontro pessoal com o Senhor, o Cristo Vivo, como o primado da ação evangelizadora. Esta acentuação do caráter pessoal do encontro com o Cristo Vivo não se localiza e nem se esgota, absolutamente, numa perspectiva de intimismo unilateral e individualista. Antes, inclui o amor em gestos concretos pelo outro, especialmente os mais pobres e sofredores.
A proposta contida no Projeto Nacional de Evangelização quer acentuar que “a graça divina é que torna os cristãos capazes de serem transformadores do mundo, nele construindo uma nova civilização.” ( EA 10 )
Objetivo Específico:
Neste momento torna – se uma exigência para a evangelização oferecer respostas às perguntas existenciais mais candentes e dar a cada batizado a tônica da fé dos Atos dos Apóstolos que garante um processo de conversão e de missão.
Assim, a ação evangelizadora tem que assumir prioritária e concretamente a tarefa de levar a fazer uma experiência viva de fé. Só a “fé – experiência” permite a entrada no coração do mistério, proporcionando uma profunda compreensão, e superando experiências meramente emocionais ( cf. FR 13 ).
A ação evangelizadora, em todos os seus programas e subsídios, sem perder o compromisso forte com a ação social e com a participação política, imperativo da “Aposta na Caridade”, deverá sempre ser promovida como uma espiritualidade, isto é, uma mística: falar de Deus estando em profunda comunhão com Ele. Há de enfrentar a superação da tendência atual tão marcante, que procura, principalmente, emoções espirituais ou busca de Deus para conseguir benefícios pessoais. Essa tendência aparece com freqüência em meios de comunicação social, em vivência de grupos, etc.
Linhas de Ação:
- assumir a pedagogia de Jesus do “ir ao encontro do outro” com visitas missionárias
- formar os evangelizadores
- criar centros de escuta
- manter serviços de ajuda e assistência a carentes
- fortalecer centros de orientação familiar
- promover o diálogo intra – eclesial pelas estruturas de comunhão e participação
- treinar para o diálogo
- promover cursos para conhecimento da doutrina cristã
- intensificar a prática sacramental
- promover periodicamente as Santas Missões Populares
- fomentar a Pastoral Bíblica
- desenvolver projetos de cooperação missionária em todos os níveis
- definir projetos de pastoral urbana
- acompanhar e valorizar a religiosidade popular
- celebrar intensamente cada tempo litúrgico
- renovar as estruturas paroquiais
- treinar para a presidência de comunidade
Organização:
A aplicação pastoral deste Projeto Nacional de Evangelização supõe uma gradualidade de passos e encaminhamentos de modo a se conseguir uma desejada eficácia.
A grande meta a ser atingida, ao se levar em conta a gradualidade da aplicação, é a criação das condições necessárias para a eficácia do Projeto Nacional de Evangelização. Por isso, levando em conta os “Serviços”, os “Desafios” e as “Pistas de Ação”, é importante trabalhar, em todas as instâncias e organismos pastorais, com as três fases abaixo indicadas.
A primeira fase é aquela de fazer “levantamento de dados e análise de situações, por procedimentos mais rápidos e análise de situações”, por procedimentos mais rápidos ou, quando necessário, contando com assessoria especializada; a segunda fase é aquela de treinamentos e encaminhamentos práticos de modo que os agentes e os meios sejam eficazes na aplicação dos projetos; a terceira faz e inclui a necessária avaliação e correção de rumos e perspectivas para garantir a eficácia do projeto.

