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Quarta-feira – 01 de setembro
Lc 4, 38-48: A cura da sogra de Pedro

                        Estando a sogra do Apóstolo s. Pedro doente, Jesus entra em sua casa e dela se aproxima. O médico misericordioso toma a iniciativa. Vai ao encontro da doente. Tomando-a pela mão, Ele a levanta. O toque de Jesus faz com a febre se afaste. S. Jerônimo exclama: “Que o Senhor toque também nossa mão, para que sejam purificadas nossas obras, que Ele entre em nossa casa, para que nos levantemos para servir”. De fato, o Evangelho destaca que ao entardecer, a sogra de Pedro, já curada, os servia. Somos todos convidados a estender nossa mão ao que está caído, levantá-lo e lhe transmitir novo ânimo no encontro com a Palavra do Senhor. Vamos ao que está aflito e angustiado ou acorrentado às realidades materiais. A todos comuniquemos a Boa-Nova do Evangelho e todos possam, pelo sacramento da confissão, especialmente, pela Eucaristia receber “o fogo do amor divino na sua alma e no seu corpo”, conclui s. Ambrósio. Quem se deixa tocar pelo amor de Jesus, caído se erguerá e estará pronto a servir o pão da misericórdia e da bondade aos seus semelhantes.
Diante do milagre de Jesus, os vizinhos e habitantes da cidade “trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos e endemoninhados”. O que leva S. Maximo a exclamar: “Quanto mais eficaz aquele que cura, tanto mais importuno se torna o sofredor”. O amor de Jesus é inesgotável. “Impondo as mãos sobre cada um, curava-os”. Ao raiar do dia, como era seu costume, saiu e foi para um lugar solitário, pondo-se em oração. Nasce em nós a inquieta interrogação: Podemos abandonar a oração?  Contemplamos Jesus e o encontramos durante horas e mesmo a noite toda em oração, em perfeita comunhão com o Pai celestial. A atitude de Jesus desperta em nós um forte apelo à conversão, na convicção de que só teremos uma relação pessoal com o Deus vivo se formos pessoas de oração. Não nos assustemos, pois alimenta-nos a certeza de que o Senhor existe e nos ama. Não estamos sós, perdidos ou largados, diante do nada ou da incerteza. Graças à oração reconhecemos que existe um Outro, nosso Deus, ao qual nos achegamos e, unidos a Jesus, com Ele mantemos profunda intimidade.
S. Agostinho nos lembra que a oração não tende atrair Deus para nós, pois “Ele é mais íntimo a nós que nós a nós mesmos”. Seu único objetivo é avizinhar-nos dEle e, pelo diálogo, tomar consciência da sua proximidade. Cada um de nós diga no seu interior: “Senhor tudo está em Ti, eu mesmo estou em Ti, acolhe-me!”

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