Quarta-feira – 01 de junho
Jo 16, 12-15: O Espírito vos conduzirá à verdade plena
O texto nos fala da Revelação divina compreendida em dois períodos. Um, durante a vida terrestre de Jesus. Outro, quando vier o Espírito de Verdade, após a glorificação de Jesus. S. Agostinho dirá que “após ter Jesus subido para junto do Pai, ele lhe pedirá que envie o Paráclito. E o Pai o fará”. A vinda do Espírito Santo não pode ser considerada como um complemento da Revelação. A Revelação total é o próprio Jesus, Palavra de Deus encarnada. Ele é plenitude da presença de Deus.
Permanece, no entanto, uma grande distância entre a perfeição sem limites de Jesus e os nossos próprios limites de criatura. Somos limitados e imperfeitos. Por nós mesmos jamais poderemos apreender tudo quanto Jesus tem a nos dizer e a nos comunicar. Necessitamos ser interiormente transformados pelo Espírito Santo e, assim, sermos conduzidos à “verdade plena”. Tal expressão, utilizada por Jesus, traduz o seu desejo de sempre mais estarmos crescendo no seu conhecimento e identificando-nos com ele graças à ação do Espírito Santo. Em cada momento da vida estaremos, pelo Espírito, descobrindo quem somos na exaustão daquele momento, vivido intensamente, segundo os horizontes insondáveis e infinitos de Deus. No silêncio da alma, abeiramo-nos das franjas da eternidade feliz de Deus.
É o Espírito que nos conduz pelo caminho de Deus, pois, diz Jesus, “ele comunicará o que ele tiver ouvido e vos anunciará até as coisas futuras”, inclusive as perseguições que estão por vir. Nesta identificação a Jesus, tornamo-nos, pelo Espírito, anunciadores dos ensinamentos do Senhor por nossas palavras e vida. Portanto, chegar à Verdade de Jesus é apreender sua mensagem, sobretudo, unir-se a Ele em sua Vida, Paixão e Ressurreição.
“Senhor, enchei-me com vosso Santo Espírito e guiai-me no caminho da verdade. Livrai-me do erro e dos falsos caminhos, conduzindo-me ao conhecimento de vossos caminhos e de vossa vontade”.