Domingo – 05 de junho
Mt 28, 16-20: Retorno de Jesus ao Pai
A Ascensão, fato atestado pelos Apóstolos, coloca todo o Evangelho e a missão de Jesus sob o signo da alegria e do retorno ao Pai. É a partida de Jesus ao céu, para a realidade de Deus. S. Gregório de Nazianzo (séc.IV), comentando a ascensão, proclama que Jesus “morre, mas vivifica e destrói a morte com a sua morte. Ele é sepultado, mas ressuscita, desce aos infernos, mas sobe até os justos e ascende aos céus, e virá “julgar os vivos e os mortos”. Em Jesus temos a certeza, dada pela fé, de que também nós subiremos até Deus.
Neste retorno ao Pai, são essenciais as palavras ditas por Jesus aos Apóstolos. Ele os exorta a continuar a sua missão, “fazendo que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito. E ensinando-as a observar tudo quando vos ordenei”. A conversão consiste em sintonizar-se com a vertente da vida que é Deus, o que exige mudança no modo de ser e de agir. É orientar a vida para Deus, vivendo segundo as palavras do Filho Jesus. Tal apelo se dirige a todos os povos, de todos os tempos. Também a nós. Quem a ouve e age segundo Deus obtém a remissão dos pecados. “Esta promessa, diz s. Agostinho, se dirige a toda a Igreja, que há de durar até a consumação do mundo”. A propósito ouvimos Jesus dizer: “Todo poder me foi dado no céu e na terra”. S. Jerônimo, retomando tais palavras, lembra que “no céu e na terra lhe foi dado o poder, de modo que aquele que primeiro reinava no céu, reine também na terra por meio da fé dos seus discípulos”. O Mestre se refere a eles, que estarão presentes, como um só corpo, até o fim dos tempos.
É por força do nome de Jesus, do seu poder, que a Igreja prega e assegura a remissão dos pecados, primeiramente pelo batismo, e, em seguida, pelo sacramento da penitência reconciliadora ou da reconciliação penitente. No poder de Jesus comemoramos hoje a sua Ascensão. Reconhecemos que seguindo Jesus e anunciando sua mensagem a todas as pessoas, pela prática do bem e da virtude, seremos reconciliados com o Pai, partícipes da felicidade e da paz eterna.