Segunda-feira – 06 de junho
Jo 16, 29-33: Jesus fala claramente aos Apóstolos
Em Mateus 14, 33 e 16,16, os Apóstolos já tinham confessado a origem divina do Cristo. A fé que agora professam é mais profunda do que se pode imaginar à primeira vista. De fato, nesta passagem eles declaram: “Vemos que sabes tudo e não tens necessidade de que alguém te interrogue”. É o reconhecimento de sua ciência divina. Eles o expressam ao dizer “tu sabes tudo”. Principalmente, se relacionarmos esta passagem com versículo o 16,13, cuja referência à verdade plena nos remete à vinda do Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho. Aliás, ao longo do Evangelho, os Apóstolos professam a divindade de Jesus, conferindo à sua ciência plenitude e origem divina.
Diante da “hora” iminente da Paixão, o divino Mestre deseja ainda fortalecê-los e prepará-los melhor. Chegarão à fidelidade imperturbável. Processo longo e exigente. Por isso, Jesus os alerta e prevê que eles, por ocasião de sua Paixão, “se dispersarão, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas eu não estou só; O Pai está sempre comigo”. A missão do Mestre, como anunciavam os profetas para os tempos messiânicos, será reunir na unidade os filhos de Deus dispersos. Jesus os prepara para afrontar o Príncipe deste mundo. Ele não os abandonará. Confirma-los-á, concedendo-lhes paz e reunindo-os em seu amor: “Isto é o que vos digo, para que, em mim, tenhais paz. No mundo conhecereis a aflição, mas tende coragem (14,27). Eu venci o mundo” (14,30). É a vitória na cruz e do amor. Germano de Constantinopla considera que “a coroa de espinhos, que o Salvador levou sobre sua cabeça antes de ser crucificado, é uma confirmação de sua vitória, pois Ele havia dito: tende confiança, eu venci o mundo”.
“Senhor, ajudai-me a ter confiança em vosso poder salvador, especialmente diante de adversários e provações. Dai-me a vossa paz!”